Somos o grupo formado na disciplina Diplomática e Tipologia Documental, ministrada por André Porto Ancona Lopez composto por Blener Araújo, Dyenison Pereira, Luiza Lima e Victor Valente. Somos responsáveis pelo Departamento de pesquisa e Pós Graduação da Universidade de Brasília (DPP).
quarta-feira, 9 de maio de 2012
MAS AFINAL, O QUE FAZER? MESTRADO OU MBA?
imagem dsponível em <http://www.finep.gov.br>
Cá estava eu em mas uma viagem pela rede, quando me veio a cabeça a seguinte questão: O que fazer após a tão sonhada graduação?
Bom decidi pesquisar um pouco e o que descobri não é lá muito satisfatório, em vários sites e blogs afins encontrei a mesma resposta, "bom depende do que você quer para sua vida". Pesquisando um poco mais percebi que antes de tudo é necessário saber o que se pode fazer para se especializar, sabemos que cada profissão exige um tipo de pós, mas afinal quas são esses tipos de pós?
Bom trago uma pequena descrição de cada para que vocês fiéis leitores decidam "o que querem da vida".
Curso Lato Sensu - MBA
É um curso de especialização na área gerencial e administrativa, varia de 1 a 2 anos, normalmente exige-se um mínimo de 3 ans no mercado de trabalho, existe entrevista, análise de currículo e prova. Ao fnal do curso o aluno apresenta um trabalho de conclusão. Não se recebe título de mestre.
Curso Lato Sensu - Especialização
Pode ser oferecido por instituição de ensino ou por organização profissional ou corporativa.
Dura em média de 1 a 2 anos, exige-se diploma de graduação, entrevista, análise do currículo, e dependendo da instituição uma prova. Ao final do curso o aluno apresenta um trabalho de conclusão.
Curso Estricto Sensu - Mestrado
Voltado para quem quer seguir carreira em ensno e pesquisa. Em méda dura 2 anos e meio, o método de seleção pode variar, mas geralmente o candidato submete o currículo à análise, apresenta um projeto de pesquisa e participa de uma entrevista. Também é comum que exista uma prova e que se solicite domínio de pelo menos um idioma estrangeiro. Ao final do curso o aluno deve apresentar um trabalho de conclusão de curso, normalmente se segue para o Doutorado.
Curso Stricto Sensu - Mestrado Profissional
Voltado para quem deseja dominar metodologias de pesquisa e aprofundar conhecimentos mas com foco no mercado de trabalho. Dura em média 2 anos e meio, para aprovação pede-se prova, apresentação do currículo, projeto de pesquisa de acordo com a proposta do curso e entrevista. Domínio de um idioma estrangeiro é indispensável. Ao fnal do curso o aluno faz uma apresentação e defesa de uma dissertação.
Curso Stricto Sensu - Doutorado
Assim como o mestrado é um curso voltado para quem deseja seguir carreira de pesquisador e professor. Dura em média de 4 anos e meio a 5 anos, O processo seletivo inclui: análise do currículo, aprovação do projeto de pesquisa, entrevista, podend haver prova sobre conhecimentos específicos e geralmente exigem o domínio de pelo menos dois idiomas estrangeiros.Ao fnal do curso o aluno deverá apresentar e defender uma tese.
Aquele que desejar continuar especializando-se após o doutorado deve fazer um Pós-Doutorado, que consiste em "especialização ou estágio em universidade". O Pós-Doutorado concede um nível de exelência em uma área do conhecimento. Espero ter clareado um pouco as ideias de vocês, abraços e até a próxima!
Referências:
Guia do estudante <http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/pos-graduacao/materia_432987.shtml> acessado em 9/05/12;
Wikipédia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Mestrado> acessado em 9/05/12;
Wikipédia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Especializa%C3%A7%C3%A3o> acessado em 9/05/12;
Brasil.gov.br <http://www.brasil.gov.br/sobre/educacao/pos-graduacao/pos-doutorado> acessado em 9/05/12.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Provérbios da Pesquisa e Pós- Graduação!
Alguns ditados populares aos moldes da pesquisa, pós-graduação e vida acadêmica =D
Imagem disponível em (leituraclandestina.blogspot.com)
" A recurso aprovado não se olha a fonte"
"Um aluno bem orientado vale por dois"
" Não adianta chorar sobre o artigo recusado"
"Cada banca , uma sentença"
"É na necessidade que se conhece o Orientador"
"As estatísticas enganam"
"Antes só do que mal orientado"
"A pressa é inimiga da redação"
"Amigos, amigos, bolsas a parte"
Bom pessoal, foi um post de descontração para o blog \o/
Referência
Provérbios na versão acadêmica. Disponível em http://www.posgraduando.com/humor/proverbios-na-versao-academica. Acesso em: 03 de maio de 2012.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Atividade de autenticidade: DIPLOMáTICA com MUITO ROCK
Vamos postar aqui um debate para la de caloroso para quem gosta de um bom rock 'n roll! Esta semana com o foco sobre a autenticidade exploraremos o tema a partir da análise dos ingressos e do quanto o conhecimento diplomático pode ser útil para sabermos identificar as características necessárias aos documentos que nos cercam como os ingressos de nossos shows. A autenticidade discutida na disciplina diplomática servirá como veremos inclusive para garantirmos diversão nos shows de que tanto gostamos.

(Imagem retirada de: http://www.musicglobe.xpg.com.br/dia-do-rock-o-melhor-do-rock-internacional/ Disponível em: http://www.google.com.br/ )
Em relação ao questinamento do blog "Rock, história e memória" e do Blog-mãe da disciplina Diplomática e Tipoologia Documental seguem as respostas
1 - Resposta Dyenison Pereira
A diplomática se ocupa de aspectos importantes relacionados ao documento segundo Duranti que assim os destaca: “... el hecho y la voluntad que ló origina, en cuanto se relacionan al propósito y a la consecuencia; el desarollo de su processo genético y el caráter de su forma física e intelectual.” Desta forma tenta-se identificar o autêntico ingresso atentando-se para a compreensão ampla sobre o documento como todo, a partir da análise das circunstâncias em que foi produzido, da compreensão de seu conteúdo a partir dos diferentes elementos e das características físicas que traz.
Pode-se assim julgar conveniente a atenção com as características externas, com os suportes e a forma de seus códigos (letras ou não). Assegurar-se da validade documental, do ingresso no caso, é conferir as possíveis padronizações e, em relação a uma comparação qualquer, verificar assim se as letras estão iguais em tamanho, se o material que suporta todas as informações do ingresso estão corretas, se seguem um mesmo perfil em termos de dimensão e/ou em termos de espessura, entre outras características.
Deve-se notar a importância deste ponto trazido por Duranti que foi por ela denominado “... la circunstancia de la escritura” fundamental para a análise mais correta dentro do campo diplomático, que ajuda a não se enganar. Deve-se perceber as características documentais que trazem confiança a respeito das condições de produção do documento (as circunstancias de sua gênese), especificamente do fato de a pessoa que produziu e o emitiu ter ou não ter a competência para tanto. A autenticidade, citada pela autora como um dos maiores motivos do estudo diplomático, precisa ser atestada na compra deste ingresso e a certificação da validade do mesmo, através desses importantes aspectos, sejam físicos ou pela compreensão ampla do conteúdo, é importantíssima para se ter o privilégio de se usufruir do show.
Os ingressos assim poderiam ser identificados por meio de fatores bastante importantes na Diplomática. Saber perceber as características que permeiam o aspecto físico do documento, as suas indicações, seus elementos, que dão base para entender o documento autentico, a compreensão ampla de seu conteúdo, que ajuda nesse entendimento, e os aspectos que dão credibilidade ao documento quanto a sua produção e pessoas envolvidas na sua genética “... su processo genético... “ e emissão, é importante para a pessoa que compra ter melhor compreensão dos aspectos de autenticidade e maior clareza quanto a validade do documento que vai adquirir. Com esse tipo de entendimento e observação que vai das pessoas envolvidas e seus sinais por meio de assinaturas, carimbos ou logomarcas até a percepção dos aspectos físicos materiais pode-se certamente ter mais segurança na hora da compra de um ingresso e com mais tranquilidade assistir a um mega show de Rock.
Referências
DURANTI, Luciana. Diplomática : usos nuevos para una antigua ciência. Carmona (Sevilla), S&C 1996,166p.
domingo, 29 de abril de 2012
Documentos ontem x Documentos hoje
Análise
do Documento: Carteira de Identidade
(Imangem retirada de http://www.novomilenio.inf.br/santos/fotos265.htm )
x
( Imagem retirada de http://mipibuatenta.blogspot.com.br/2010/11/nova-carteira-de-identidade-nisia.html )
A Cédula de identidade passou por diversas transformações
ao longo dos anos, sendo acrescentadas e removidas informações, conforme as
necessidades de cada época. No caso em questão, iremos analisar uma Cédula de
Identidade de 1942 e o novo modelo aprovado em 2008 que deve substituir o atual
padrão das carteiras de identidade.
A Cédula de 1942 pertencente a sr. Margarida Lopez, contem
várias informações para a identificação da sua portadora bem como sua validação
como original. Nela podemos observar que os dados eram escritos a mão, embora
os comandos de preenchimento de cada campo eram datilografados. Na identidade
constava seu nome completo, filiação, data de nascimento, naturalidade,
nacionalidade, cor da pele, cor dos olhos, um campo de observações para se
registrar cicatrizes, marcas e etc, tipo sanguíneo, sua fotografia, sua
assinatura, sua impressão digital do polegar direito, seu número de registro
geral, a série e a sessão que emitiu o documento, além da data de emissão e
assinatura do Chefe do Serviço de Identificação e informações sobre o órgão
responsável pela emissão deste documento. Feita em papel.
Já o novo formato da cédula de identidade brasileira
(neste caso um modelo), nos mostra as seguintes informações sobre seu portador:
nome completo data de nascimento, naturalidade, assinatura, número do RIC
(Registro de Identidade Civil, em substituição do número de Registro Geral), sexo,
filiação, assinatura, identificação do órgão que emitiu, unidade da federação
que emitiu o documento, um chip para a leitura digital do documento e
armazenamento de informações e ao verso temos a reprodução da digital do
polegar direito, seu CPF, número do RG, número do título de eleitor, campo para
observações, data de expedição, assinatura do responsável pela expedição,
código de leitura ótica e o brasão de armas da república. Todo o documento é
impresso por máquinas, mesmo os campos de assinatura foram preenchidos por uma
impressora, através da digitalização das assinaturas. Feita em cartão de
policarbonato.
Podemos então a partir disto fazer uma comparação entre o
modelo de 1942 e o aprovado em 2008 (que já esta valendo) sob diversos
aspectos. Um aspecto interessante é o histórico, nele podemos observar a
evolução da tecnologia no dia a dia. Em 1942 era difícil obter uma máquina de
datilografar e o que predominava era a escrita a mão, podemos observar que o
molde do documento vinha datilografado, mas era preciso preencher a mão o
documento visto a dificuldade em se obter máquinas de datilografia. Já o modelo
novo pode ser impresso em qualquer lugar, com uma impressora capaz de gravar
dados em um cartão de policarbonato. Essa evolução também está intimamente
ligada à necessidade de se agregar novas funções ao documento de identidade,
pois a sociedade de 1942 era diferente desta de 2012, na qual nós precisamos de
mais agilidade nos afazeres do dia a dia. Conforme diz no texto “Passaportes” a
medida que novas necessidades foram surgindo, foi necessário mudar o documento
para englobar tais necessidades. Observando ambos os documentos, podemos
observar que em 1942 era necessário além da foto, descrever a pessoa para
facilitar sua identificação. Hoje já não é mais necessário, visto que as
fotografias (agora coloridas) Acreditamos que na parte histórica, ela demonstre
justamente a evolução da sociedade, suas necessidades e a evolução da
tecnologia e como isso afeta a vida do ser humano.
Em termos administrativos, nada mudou em relação ao
período de emissão das duas identidades, pois ambas ainda tem o mesmo intuito,
são feitas pelo mesmo tipo ato... enfim o que mudou foram as tecnologias
empregadas na emissão, mas o processo em si ainda é o mesmo.
Nessa tendência temos que Diplomaticamente, pouco mudou,
pois ambas seguem o mesmo objetivo: identificar o sujeito. Só realmente podemos
observar mudanças no que diz respeito as informações impressas em ambas
identidades que estão lá para suprir as necessidades de cada época em termos de
identificação, bem como nos mostra que em cada época as tecnologias para
validações eram diferentes e a identidade de 1942 é mais suscetível a fraudes
do que a nova, visto que ela detém menos tecnologias para evitar fraudes (a
nova detém marcas d’água por exemplo, coisa que a velha não detém).
Os campos são um caso a parte e já vieram sendo
explicados (indiretamente) ao longo do texto. Na identidade de 1942 havia
necessidade de se confirmar certos aspectos das pessoas, embora houvesse a
fotografia da mesma na identidade, esse fato se deve graças ao fato das
fotografias naquele período, não serem tão nítidas quanto as de hoje e
possivelmente em preto e branco, dai a necessidade de se declarar a cor da pele
da pessoa, cor dos olhos, marcas e cicatrizes na face... os demais campos foram
preservados até hoje por serem o extremo essencial para a correta identificação
do sujeito em questão. Já a identidade nova, preserva os principais campos da
anterior e traz alguns novos (como cpf, titulo de eleitor...) visando facilitar
a vida de seu portador que pode substituir vários documentos, apresentando a
cédula de identidade em seu lugar.
A forma de registrar os dados (seus caracteres) é apenas
um detalhe que é explicado pela evolução da tecnologia, que antigamente
obrigava o emissor a escrever a mão, agora permite que ele escreva pelo
computador. A necessidade de escrever os dados, não mudou, o que mudou foi a
forma de registrar eles no documento.
Dentro de um arquivo, a primeira tem uma função histórica
por ser um exemplar único e possivelmente não ter mais identidades por ai desse
período, já a segunda tem por função comprovar a execução de uma atividade por
parte de seu emissor. Em ambos os casos elas competem ao arquivo do produtor,
pois fazem parte do seu acervo particular de documentos de porte obrigatório.
Sua emissão é uma obrigação legal e seu portador tem a obrigação de solicitar
sua emissão e abrir um processo para a obtenção do documento. Sua função de
caráter comprobatório, visa comprovar que seu portador é realmente quem ele diz
ser, portanto deve ser arquivado até a morte do seu portador, sendo permitida
sua eliminação após cumprir todas as obrigações legais para o registro de óbito
de seu portador. Dentro de um arquivo, ela tem por função unicamente de
comprovar que um individuo é ele mesmo nas mais diversas situações que isto for
necessário, sendo que essa presença se dará sempre por cópia do documento,
visto que o original único, pertence exclusivamente a seu portador e não deve
ter outro original em nenhum outro lugar, apenas cópias (autenticas ou não).
Referencias:
GALENDE DÍAZ, Juan Carlos & GARCÍA
RUIPÉREZ, Mariano. Los pasaportes, pases y otros documentos de control e
identidad personal em España durante La primera mitad Del siglo XIX: estúdio
archivístico y diplomático. Revista Hidalguía. Madrid, n. 1, 2004 p.113-144. n
2, 2004, p.169-208.
Exercício feito por todos os membros do grupo ( Blener, Dyenison, Luiza e Victor).
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Autenticidade e Veracidade...
imagem disponível em (http://maisdehora.blogspot.com)
Imaginem a
seguinte situação:
José Genuíno
mudou-se para os Estados Unidos da América tentando escapar da dura vida do
sertão brasileiro. Chegando aos E.U.A. logo consegue um emprego e rapidamente
se estabiliza no país, contudo, graças as leis de imigração não consegue a
permissão para permanecer no país. Dentro desse contexto ele decide obter um
Green Card (visto de residência permanente) de uma maneira mais fácil. Por uma
certa quantia em dinheiro ele decide forjar um casamento com Rachel (americana
nata). Eles vão até um cartório e conseguem uma certidão de casamento válida e
autêntica e dão entrada no processo de solicitação do Green Card. Para tanto
eles precisão comprovar que o casamento é de fato verídico através de alguns
documentos, entre eles fotografias, comprovantes de conta bancária conjunta,
lista de compras de supermercado entre outros. Com o processo encerrado José
obtém o Green Card. Nesse contexto o Green Card seria autentico e verídico? E a certidão de casamento?
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