terça-feira, 1 de maio de 2012

Atividade de autenticidade: DIPLOMáTICA com MUITO ROCK

      Vamos postar aqui um debate para la de caloroso para quem gosta de um bom rock 'n roll! Esta semana com o foco sobre a autenticidade exploraremos o tema a partir da análise dos  ingressos e do quanto o conhecimento diplomático pode ser útil para sabermos identificar as características necessárias aos  documentos que nos cercam como os ingressos de nossos shows. A autenticidade discutida na disciplina diplomática servirá como veremos inclusive para garantirmos diversão nos shows de que tanto gostamos.


          
   (Imagem retirada de:  http://www.musicglobe.xpg.com.br/dia-do-rock-o-melhor-do-rock-internacional/ Disponível em: http://www.google.com.br/ )
 Em relação ao questinamento do blog "Rock, história e memória" e do Blog-mãe da disciplina Diplomática e Tipoologia Documental seguem as respostas 

1 - Resposta Dyenison Pereira
     A diplomática se ocupa de aspectos importantes relacionados ao documento segundo Duranti  que assim os destaca: “... el hecho y la voluntad que ló origina, en cuanto se relacionan al propósito y a la consecuencia; el desarollo de su processo genético y el caráter de su forma física e intelectual.” Desta forma tenta-se identificar o autêntico ingresso atentando-se para a compreensão ampla sobre o documento como todo, a partir da análise das circunstâncias em que foi produzido, da compreensão de seu conteúdo a partir dos diferentes elementos e das características físicas que traz.
     Pode-se assim julgar conveniente a atenção com as características externas, com os suportes e a forma de seus códigos (letras ou não). Assegurar-se da validade documental, do ingresso no caso, é conferir as possíveis padronizações e, em relação a uma comparação qualquer, verificar assim se as letras estão iguais em tamanho, se o material que suporta todas as informações do ingresso estão corretas, se seguem um mesmo perfil em termos de dimensão e/ou em termos de espessura, entre outras características.
  Deve-se notar a importância deste ponto trazido por Duranti  que foi por ela denominado “... la circunstancia de la escritura” fundamental para a análise mais correta dentro do campo diplomático, que ajuda a não se enganar. Deve-se perceber as características documentais que trazem confiança a respeito das condições de produção do documento (as circunstancias de sua gênese), especificamente do fato de a pessoa que produziu e o emitiu ter ou não ter a competência para tanto.  A autenticidade, citada pela autora como um dos maiores motivos do estudo diplomático, precisa ser atestada na compra deste ingresso e a certificação da validade do mesmo, através desses importantes aspectos, sejam físicos ou pela compreensão ampla do conteúdo, é importantíssima para se ter o privilégio de se usufruir do show.
       Os ingressos assim poderiam ser identificados por meio de fatores bastante importantes na Diplomática. Saber perceber as características que permeiam o aspecto físico do documento, as suas indicações, seus elementos, que dão base para entender o documento autentico, a compreensão ampla de seu conteúdo, que ajuda nesse entendimento, e os aspectos que dão credibilidade ao documento quanto a sua produção e pessoas envolvidas na sua genética “... su processo genético... “ e emissão,  é importante para a pessoa que compra ter melhor compreensão dos aspectos de autenticidade e maior clareza quanto a validade do documento que vai adquirir. Com esse tipo de entendimento e observação que vai das pessoas envolvidas e seus sinais por meio de assinaturas, carimbos ou logomarcas até a percepção dos aspectos físicos materiais pode-se certamente ter mais segurança na hora da compra de um ingresso e com mais tranquilidade assistir a um mega show de Rock.

Referências 
DURANTI, Luciana. Diplomática : usos nuevos para una antigua ciência. Carmona (Sevilla), S&C 1996,166p.



domingo, 29 de abril de 2012

Documentos ontem x Documentos hoje


Análise do Documento: Carteira de Identidade

 x


            A Cédula de identidade passou por diversas transformações ao longo dos anos, sendo acrescentadas e removidas informações, conforme as necessidades de cada época. No caso em questão, iremos analisar uma Cédula de Identidade de 1942 e o novo modelo aprovado em 2008 que deve substituir o atual padrão das carteiras de identidade.
            A Cédula de 1942 pertencente a sr. Margarida Lopez, contem várias informações para a identificação da sua portadora bem como sua validação como original. Nela podemos observar que os dados eram escritos a mão, embora os comandos de preenchimento de cada campo eram datilografados. Na identidade constava seu nome completo, filiação, data de nascimento, naturalidade, nacionalidade, cor da pele, cor dos olhos, um campo de observações para se registrar cicatrizes, marcas e etc, tipo sanguíneo, sua fotografia, sua assinatura, sua impressão digital do polegar direito, seu número de registro geral, a série e a sessão que emitiu o documento, além da data de emissão e assinatura do Chefe do Serviço de Identificação e informações sobre o órgão responsável pela emissão deste documento. Feita em papel.
            Já o novo formato da cédula de identidade brasileira (neste caso um modelo), nos mostra as seguintes informações sobre seu portador: nome completo data de nascimento, naturalidade, assinatura, número do RIC (Registro de Identidade Civil, em substituição do número de Registro Geral), sexo, filiação, assinatura, identificação do órgão que emitiu, unidade da federação que emitiu o documento, um chip para a leitura digital do documento e armazenamento de informações e ao verso temos a reprodução da digital do polegar direito, seu CPF, número do RG, número do título de eleitor, campo para observações, data de expedição, assinatura do responsável pela expedição, código de leitura ótica e o brasão de armas da república. Todo o documento é impresso por máquinas, mesmo os campos de assinatura foram preenchidos por uma impressora, através da digitalização das assinaturas. Feita em cartão de policarbonato.
            Podemos então a partir disto fazer uma comparação entre o modelo de 1942 e o aprovado em 2008 (que já esta valendo) sob diversos aspectos. Um aspecto interessante é o histórico, nele podemos observar a evolução da tecnologia no dia a dia. Em 1942 era difícil obter uma máquina de datilografar e o que predominava era a escrita a mão, podemos observar que o molde do documento vinha datilografado, mas era preciso preencher a mão o documento visto a dificuldade em se obter máquinas de datilografia. Já o modelo novo pode ser impresso em qualquer lugar, com uma impressora capaz de gravar dados em um cartão de policarbonato. Essa evolução também está intimamente ligada à necessidade de se agregar novas funções ao documento de identidade, pois a sociedade de 1942 era diferente desta de 2012, na qual nós precisamos de mais agilidade nos afazeres do dia a dia. Conforme diz no texto “Passaportes” a medida que novas necessidades foram surgindo, foi necessário mudar o documento para englobar tais necessidades. Observando ambos os documentos, podemos observar que em 1942 era necessário além da foto, descrever a pessoa para facilitar sua identificação. Hoje já não é mais necessário, visto que as fotografias (agora coloridas) Acreditamos que na parte histórica, ela demonstre justamente a evolução da sociedade, suas necessidades e a evolução da tecnologia e como isso afeta a vida do ser humano.
            Em termos administrativos, nada mudou em relação ao período de emissão das duas identidades, pois ambas ainda tem o mesmo intuito, são feitas pelo mesmo tipo ato... enfim o que mudou foram as tecnologias empregadas na emissão, mas o processo em si ainda é o mesmo.
            Nessa tendência temos que Diplomaticamente, pouco mudou, pois ambas seguem o mesmo objetivo: identificar o sujeito. Só realmente podemos observar mudanças no que diz respeito as informações impressas em ambas identidades que estão lá para suprir as necessidades de cada época em termos de identificação, bem como nos mostra que em cada época as tecnologias para validações eram diferentes e a identidade de 1942 é mais suscetível a fraudes do que a nova, visto que ela detém menos tecnologias para evitar fraudes (a nova detém marcas d’água por exemplo, coisa que a velha não detém).
            Os campos são um caso a parte e já vieram sendo explicados (indiretamente) ao longo do texto. Na identidade de 1942 havia necessidade de se confirmar certos aspectos das pessoas, embora houvesse a fotografia da mesma na identidade, esse fato se deve graças ao fato das fotografias naquele período, não serem tão nítidas quanto as de hoje e possivelmente em preto e branco, dai a necessidade de se declarar a cor da pele da pessoa, cor dos olhos, marcas e cicatrizes na face... os demais campos foram preservados até hoje por serem o extremo essencial para a correta identificação do sujeito em questão. Já a identidade nova, preserva os principais campos da anterior e traz alguns novos (como cpf, titulo de eleitor...) visando facilitar a vida de seu portador que pode substituir vários documentos, apresentando a cédula de identidade em seu lugar.
            A forma de registrar os dados (seus caracteres) é apenas um detalhe que é explicado pela evolução da tecnologia, que antigamente obrigava o emissor a escrever a mão, agora permite que ele escreva pelo computador. A necessidade de escrever os dados, não mudou, o que mudou foi a forma de registrar eles no documento.
            Dentro de um arquivo, a primeira tem uma função histórica por ser um exemplar único e possivelmente não ter mais identidades por ai desse período, já a segunda tem por função comprovar a execução de uma atividade por parte de seu emissor. Em ambos os casos elas competem ao arquivo do produtor, pois fazem parte do seu acervo particular de documentos de porte obrigatório. Sua emissão é uma obrigação legal e seu portador tem a obrigação de solicitar sua emissão e abrir um processo para a obtenção do documento. Sua função de caráter comprobatório, visa comprovar que seu portador é realmente quem ele diz ser, portanto deve ser arquivado até a morte do seu portador, sendo permitida sua eliminação após cumprir todas as obrigações legais para o registro de óbito de seu portador. Dentro de um arquivo, ela tem por função unicamente de comprovar que um individuo é ele mesmo nas mais diversas situações que isto for necessário, sendo que essa presença se dará sempre por cópia do documento, visto que o original único, pertence exclusivamente a seu portador e não deve ter outro original em nenhum outro lugar, apenas cópias (autenticas ou não).
             

Referencias:
GALENDE DÍAZ, Juan Carlos & GARCÍA RUIPÉREZ, Mariano. Los pasaportes, pases y otros documentos de control e identidad personal em España durante La primera mitad Del siglo XIX: estúdio archivístico y diplomático. Revista Hidalguía. Madrid, n. 1, 2004 p.113-144. n 2, 2004, p.169-208.


Exercício feito por todos os membros do grupo ( Blener, Dyenison, Luiza e Victor).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Autenticidade e Veracidade...

                                             imagem disponível em (http://maisdehora.blogspot.com)


Imaginem a seguinte situação:

José Genuíno mudou-se para os Estados Unidos da América tentando escapar da dura vida do sertão brasileiro. Chegando aos E.U.A. logo consegue um emprego e rapidamente se estabiliza no país, contudo, graças as leis de imigração não consegue a permissão para permanecer no país. Dentro desse contexto ele decide obter um Green Card (visto de residência permanente) de uma maneira mais fácil. Por uma certa quantia em dinheiro ele decide forjar um casamento com Rachel (americana nata). Eles vão até um cartório e conseguem uma certidão de casamento válida e autêntica e dão entrada no processo de solicitação do Green Card. Para tanto eles precisão comprovar que o casamento é de fato verídico através de alguns documentos, entre eles fotografias, comprovantes de conta bancária conjunta, lista de compras de supermercado entre outros. Com o processo encerrado José obtém o Green Card. Nesse contexto o Green Card seria autentico e verídico? E a certidão de casamento?


Atividade Evolução...




                                                 imagem retirada de (http://www.passeiweb.com)



    O texto “Passaportes” faz uma relação entre os diversos contextos que passaram um mesmo documento, no caso em questão, os passaportes. O texto passa por toda trajetória e diferentes significados que o documento teve ao longo da história além dos aspectos legais que o moldaram. E trazendo para a realidade do título eleitoral, que é um documento de caráter probatório que comprova a inscrição na Justiça Eleitoral pra exercer o direito de votar e ser votado, as mudanças também ocorrem, principalmente nos caracteres externos ( conteúdo das informações dispostas do documento).
   O título eleitoral foi criado a mais de 100 anos pelo decreto 3.029 e trazia informações como a renda, pois naquele período só votava quem tinha uma renda de pelo menos 200 mil réis por ano. No início da república, com a liberdade de legislação sobre matéria eleitoral chegaram a existir 3 tipos de títulos de eleitor: um para eleições Municipais, um para eleições Estaduais e um para eleições Federais. Com a unificação do título em 1932 surgem novas modificações físicas como a impressão digital, a utilização de foto, e principalmente a inserção do voto feminino. Com o golpe do Estado Novo em novembro de 37, dado por Getúlio Vargas o processo eleitoral é interrompido e somente em 45 é realizado um novo realistamento. O título não trazia fotografia para agilizar o processo de alistamento eleitoral. Em 1986 surgiu o atual título eleitoral que possui nome do eleitor, data de nascimento, nº de inscrição, zona, seção, município, data de emissão, assinatura do Juíz eleitoral, assinatura ou impressão digital do eleitor.
    O título eleitoral tem a função de comprovar que um cidadão esta inscrito legalmente na Justiça Eleitoral, e pode exercer seu direito de votar e ser votado, além de ser um documento que assegura um direito. Sua função administrativa é a de inscrever os cidadãos na Justiça Eleitoral e dar a eles esse direito legal de exercer o voto. Pois sem esse documento o direito de votar se torna vedado.
    A análise arquivística desse documento depende do contexto de inserção do mesmo. No caso da função arquivística o título eleitoral no arquivo no Arquivo do cidadão esse documento servirá para comprovar a situação legal do cadastro com a justiça eleitora e a capacidade exercer o voto e ser votado, ou seja, o documento tem valor comprobatório pois comprova com base legal um direito assegurado e que é obrigatório, o voto. O título pode assumir, como no caso do título de Getúlio Vargas, em um arquivo pessoal como parte de uma história política de uma pessoa pública, sendo assim uma peça relevante para a compreensão de um fundo documental. Do ponto de vista diplomático o título teve diversas modificações ao longo da história do voto no país, fazendo uma análise podemos comparar as principais diferenças. Primeiramente no atual título não existe a necessidade de foto ou impressão digital (em caso de se tratar de cidadão alfabetizado),não existem os campos filiação,idade, estado civil, naturalidade e profissão, sendo substituídos pelos campos nome do eleitor, data de nascimento, nº de inscrição, zona, seção, município, data de emissão, assinatura do Juíz eleitoral, assinatura ou impressão digital do eleitor. Os sinais de validação também mudaram, o título de eleitor atual possui marca d´agua, assinatura do juiz eleitoral, brasão da república no alto à esquerda.

Características extrínsecas  - 1881Classe: textualSuporte: papelFormato: trata-se de um documento em formato de folha avulsa de aspecto particular.Forma: original


Características extrínsecas para 2012Classe: textualSuporte: papel e dimensões de papel especiaisFormato: formato específico (formato de título não mais de folha avulsa)Forma: original.





Referências:

Disponível em: <http://agencia.tse.jus.br> último acesso em 27/04/2012;

Disponível em: <http://www.vianensidades.com> último acesso em 27/04/2012;

GARCÍA RUIPÉREZ, Mariano. Tipología y séries documentales: cuadros de clasificación, cuestiones metodológicas y prácticas: Las Palmas de Gran Canaria: Anroart, 2007 (Asarca forma, 2 )

 GALENDE DÍAZ, Juan Carlos & GARCÍA RUIPÉREZ, Mariano. Los pasaportes, pases y otros documentos de control e identidad personal em España durante La primera mitad Del siglo XIX: estúdio archivístico y diplomático. Revista Hidalguía. Madrid, n. 1, 2004 p.113-144. n 2, 2004, p.169-208.


Galera, embora esse blog seja sobre pós graduação, essa notícia é indiretamente relacionada ao tema, pois não existe pós graduação, sem graduação e não existe graduação sem ensino médio completo, que por sua vez não existe sem ensino fundamental completo. Acho que essa notícia fala por sí só.

Metade dos brasileiros não terminou o ensino fundamental, diz IBGE

Segundo Censo 2010, quase 1 milhão de crianças estava fora da escola.
Número de estudantes com superior completo cresceu 80% em uma década.


Veja a notícia completa em: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/04/metade-dos-brasileiros-nao-terminou-o-ensino-fundamental-diz-ibge.html